Simplificando – Análise de Causa Raiz (ACR)

Um arbusto venenoso cheio de espinhos vai crescendo até um dia lhe espetar. Você sente uma ardência, arranca o espinho, arrasta o calçado nele e continua o que estava fazendo. Passado um tempo, outra pessoa passa pela mesma situação. Sente a dor, tira o espinho, pisa e vai embora. Alguns dias depois o arbusto está maior, até que alguém decide cortá-lo para tirar do caminho, pois só com o pé ele já não sai mais.

As semanas passam, todos estão assoberbados e não se dão conta que a planta vai crescendo novamente. Até que um dia o diretor se espeta e passa mal. Nervoso, ele diz para o gerente: “Acabem de uma vez com aquela planta maldita.” Então ele coleta algumas informações e logo em seguida chama três membros da equipe: o A, o C e o R.

Sem perder tempo, conversam com quem foi espetado para saber o que aconteceu e analisam porquê aconteceu.  Assim, eles conseguem entender como resolver, chegando na seguinte conclusão:

“O problema de terem sido espetados várias vezes teve sua causa porque a planta encontrou situações ideais para o seu aparecimento. E não adianta cortar o caule, pois ela volta a crescer ainda mais forte. A planta deve ser arrancada pela raiz. Só assim teremos a solução definitiva, e nunca mais veremos a planta aqui na Empresa.”

Alguma coincidência com o seu dia a dia?

Na nossa simples história, fizemos algumas analogias extremamente importantes. O texto serve para reforçar o entendimento. Até porque é muito comum utilizarmos de analogias. Por exemplo. “Nossa, tenho que resolver logo esse pepino.” Quer dizer que o pepino seria um problema. Ou, no nosso caso, o arbusto!

Por isso que o grande objetivo da ACR é encontrar soluções efetivas para que os nossos problemas não se repitam. Então, independentemente da complexidade, para solucionar os eventos indesejados temos três macros passos:

1 – Problema;

2 – Causa(s);

3 – Solução(ões).

Nos próximos posts iremos aprofundar essas fases, em sintonia com a literatura e a prática mundial. Dessa forma, veremos que o nível de profundidade de cada fase irá variar, de acordo com a necessidade. Afinal, aqui é mundo real, não podemos desperdiçar recursos com uma linda teoria.

Até o próximo.

Olá, sou o Carlo R. Manica diretor da Télios e professor de engenharia de produção no IPA. Estudei eletrônica, automação industrial, engenharia de produção, licenciatura plena, MBA em gestão empresarial, segurança do trabalho e mestrado em inovação pela UFRGS. Já se vão mais de 20 anos de trabalho nessas áreas, do chão de fábrica à direção em várias empresas incríveis. Atualmente meu foco está em deixar um mundo melhor para meus filhos, compartilhando o conhecimento. Querendo trocar ideias, encaminhe um e-mail para carlo@telios.eng.br. 

Valeu!!!

Comments / 2
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    Muito bom !!!!!

    • (Edit) Responder

    Gostei do uso das analogias! Considero que contribuem muito para o aprendizado. Abraços

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